domingo, 30 de janeiro de 2011

I Ching ou Livro das Mutações - e-book

O I Ching, ou Livro das Mutações, apareceu na China há aproximadamente 3.000 anos, mas teve sua origem em formas oraculares ainda mais antigas, de uma época conhecida como “era mítica do Imperador Fu Hsi” (aproximadamente 4.000 anos a.C.), herói lendário considerado o fundador da civilização chinesa.
Imperador Fu Hsi
Esse mesmo personagem mítico parece ter sido o inventor dos oito trigramas básicos do I Ching e suas combinações em 64 hexagramas, que servem de base ao método de adivinhação por meio de varetas de caule de milefólio, a forma tradicional de consulta do oráculo durante milênios.


Segundo a literatura chinesa, após Fu Hsi, o Livro das Mutações teve outros três compiladores que enriqueceram seu conteúdo: o Rei Wen, que nunca foi rei, também conhecido como conde Wen (em chinês 周文王 ou Zhōu Wén Wáng(1099–1050 a.Cfoi o fundador da Dinastia Chou (em chinês, 周朝 ou Zhōucháo), que derrubou a anterior Dinastia Shang. É hoje muito mais lembrado, todavia, por suas importantes contribuições para a interpretação do I Ching, pois acrescentou um julgamento para cada um dos 64 hexagramas; o Duque de Chou (Chou Gong Dan), que incorporou os comentários referentes às linhas mutáveis dos hexagramas; e Confúcio, o famoso sábio, autor dos textos relacionados à imagem e ao comentário de cada hexagrama.
Rei Wen

Duque de Chou
Confúcio
O I Ching ou Livro das Mutações, é um texto clássico chinês composto de várias camadas, sobrepostas ao longo do tempo. É um dos mais antigos e um dos únicos textos chineses que chegaram até nossos dias. Ching, significando clássico, foi o nome dado por Confúcio à sua edição dos antigos livros. Antes era chamado apenas I: o ideograma I é traduzido de muitas formas, e no século XX ficou conhecido no ocidente como "mudança" ou "mutação".

O "I Ching" pode ser compreendido e estudado tanto como um oráculo quanto como um livro de sabedoria. Na própria China, é alvo do estudo diferenciado realizado por religiosos, eruditos e praticantes da filosofia de vida taoísta.
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A Escrita Sagrada do Egito Antigo: Dicionário Hieróglifo - e-book


A Escrita Sagrada do Egito Antigo: Dicionário Hieróglifo - Português
Aproveitando a onda e energia do último post, eu tenho aqui o e-book "A Escrita Sagrada do Egito Antigo: Dicionário Hieróglifo" de Francis Lousada Rubini de Oliveira, que vem aumentar o conhecimento sobre Hieróglifos.
Sinopse: O presente dicionário é fruto de meus estudos na área da escrita egípcia e tem como objetivo apresentar de forma didática e simples a especialistas e a não especialistas um conjunto de palavras básicas usadas no período do Médio Império.

Nossa meta não foi fazer uma análise gramatical de todos os elementos das palavras e sim como ferramenta fácil para consulta, apresentando-a de forma completa, visto que as palavras estão separadas individualmente, o que não acontece com os originais, que são escritas todas sem espaços.
Nossa contribuição Inovadora está no método de transliterar as palavras para o português, os fonogramas semelhantes as nossas modernas vogais a, e, 1, o, u, que chamamos de pseudo-vogais foram traduzidas e grafadas juntamente com as palavras.
Espero que esta obra seja útil a todos e que o deus da sabedoria Thot possa guiar nossas mentes a ajudar a entender e decifrar a escrita sagrada dos deuses.



Formato: PDF
Idioma: Português
Número de Páginas: 70
Autor: Francis Lousada Rubini de Oliveira
Tamanho: 3.8 Mb

Download:

http://2.bp.blogspot.com/_Pn7g7zsmMJ8/S5buwXkEUMI/AAAAAAAAAGo/QC-99eK2SMM/s320/bot%C3%A3o+megaupload.jpg


Seu nome em Hieróglifo e muito mais!

O egito antigo é uma terra de mistérios, ciência e magia. Lugar inquietante e maravilhoso por suas histórias e sua riqueza cultural. Os hieróglifos foram utilizados por milhares de anos e constituíam uma escrita religiosa e monumental, pois era utilizada principalmente em templos, paredes, túmulos, sarcófagos, etc.

Hieróglifo é um termo originário duas palavras gregas: ἱερός (hierós) "sagrado", e γλύφειν (glýphein) "escrita".
Apenas os sacerdotes, membros da realeza, altos cargos, e escribas conheciam a arte de ler e escrever esses sinais "sagrados".
A escrita hieroglífica constitui um dos mais antigos sistemas organizados de escrita no mundo, juntamente com a escrita cuneiforme e era vocacionada principalmente para inscrições formais nas paredes de templos e túmulos.
Hierático

Com o tempo evoluiu para formas mais simplificadas, como o hierático, uma variante mais cursiva que se podia pintar em papiros ou placas de barro, e ainda mais tarde, com a influência grega crescente no Oriente Próximo, a escrita evoluiu para o demótico, fase em que os hieróglifos iniciais ficaram bastante estilizados, havendo mesmo a inclusão de alguns sinais gregos na escrita.
Demótico
A lingua copta ou copto, é uma língua que floresceu por volta do século III no Egito Antigo, da família linguística camito-semítica ou afro-asiática. O alfabeto copta é uma versão modificada do alfabeto grego, com algumas letras demóticas utilizadas para representar alguns sons não existentes no alfabeto grego. Como língua cotidiana teve seu apogeu entre o século III e o século VI. Ainda hoje permanece como língua litúrgica da Igreja Ortodoxa Copta e da Igreja Católica Copta.

O copta é um estágio final da língua egípcia clássica, e foi falado até o século XVII.
Princípios gerais da escrita hieroglífica egípcia


Direção de leitura

Alfabeto hieroglífico (unilíteros)
SinalTransliterçãoPron.Descrição
A
3aOclusiva-glotal-surda
Aleph semítico
Abutre egipcio
i
iConstritiva-palatal-sonora
yod semítico.
Junco florescente
ii
ou
y
yyConstritiva-palatal-sonora
Como no inglês Yes

Dupla de juncos
a
ˁaFricativa-faringal-sonora
ayin semítico
Braço
w
ou
W
wuConstritiva-bilabial-sonora
Como no inglês war
Filhote de codorna
b
bbOclusiva-labial-sonora
"B", como em português
Parte inferior da pierna
p
ppOclusiva-labial-surda
"P", como em português
Esteira
f
ffFricativa-labiodental-surda
"F", como em português
Cobra com chifres
m
mmOclusiva-sonora-labial-nasal
"M", como em português
Coruja
n
nnOclusiva-sonora-dental-nasal
"N", como em português
Água
r
rrLíquida-vibrante-dental
"R", como em português
Boca
h
hhAspirada-laringal-surda
H aspirado, como no inglês how
Planta de uma casa
H
hAspirada-faringal-surda
Som surdo, da faringe. árabe
Corda retorcida
X
jFricativa-palatal-surda
Som de ch como no gaélico escocês loch
Placenta (?)
x
jFricativa-velar-surda
Som de ch como no alemão ich خ árabe
Úbere
s
ou
z
ssFricativa-sibilante-dental-sonora
"S", como em português
Roupa dobrada ou
Fecho de porta
S
šshSibilante-pré-palatal-surda
Som de Sh
Piscina
q
qUvular-oclusiva-surda
"Q" semítico
Colina
k
kkOclusiva-velar-surda-aspirada
"k" como em "casa"
Cesto com asa
g
ggOclusiva-palatal-fraca
"G", como em gato
Base para vaso
t
ttOclusiva-dental-surda
"T", como em português
Pão
T
chOclusiva-dental-surda
Som de tch
Amarras
d
ddOclusiva-dental-fraca
"D" menos sonoro que em português
Mão
D
dyAfricada-pré-palatal-fraca
Som intermediário entre o G (de gelo) e o D
Cobra
A escrita hieroglífica podia ser escrita em linhas ou colunas, tanto da esquerda para a direita, quando da direita para a esquerda. Para identificar a direção de leitura de um determinado texto, deve-se analisar a direção para onde os sinais estão voltados. Os sinais hieroglíficos estão sempre voltados para o início do texto. Desta forma, o texto

nTrnfrnb
Z1
tA
tA
nb
ir
x t
<
ramnxpr
G38ra
Z1
<
G26ms
z
nfrxpr

deve ser lido da esquerda para a direita, pois os sinais (como o da machado sagrado, do olho, e dos pássaros) estão voltados para a esquerda.
Os sinais, ainda, eram agrupados de forma a construir um conjunto harmonioso, com a escrita dos hieróglifos dentro de quadrados imaginários. Em um texto, os sinais superiores são sempre lidos antes dos inferiores .
Desta forma, o texto
nTrnfrnb
Z1
tA
tA
nb
ir
x t
Deve ser lido nesta ordem:
nTrnfrnbZ1tAtAnbirxt


Tipos de sinais

Os sinais hieroglíficos egípcios são divididos entre ideogramas e fonogramas.


Ideogramas

Quando um único sinal representa, sozinho, uma determinada idéia ou coisa, ele é considerado um ideograma. Por exemplo, o sinal
pr
que representa uma casa, pode significar a palavra “casa”.
Na maior parte das vezes, os ideogramas funcionam como determinativos. Ao final das palavras, um ideograma é colocado, para indicar a qual categoria uma palavra pertence .
Por exemplo, o sinal
O49
é um determinativo para a idéia de cidade. Assim, pode-se identificar que as palavras
AbbDw
Z1
O49
z
G39
wt
O49
são nomes de cidades, pois terminam com o hieróglifo
O49
Os cartuchos, dentro dos quais era escrito o nome de reis e rainhas, era também um ideograma, relacionado à idéia de eternidade.
sw
t
bit
t
ra
Z1
<
nbw
kA
kA
kA
dianxra
Z1
mi


Fonogramas

Em egípcio antigo, os fonogramas poderiam ser de três tipos:
  • unilíteros, ou alfabéticos: quando cada sinal representa apenas um som. Estes são os sinais que formam o chamado “alfabeto” egípcio.
  • bilíteros, quando um sinal representa dois sons. Por exemplo,
wr
e
pr
são sinais que representam duas consoantes (na ordem, wr e pr).
  • trilíteros, quando um sinal representa três sons. Como, por exemplo,
anx
, ou
nTr
ou
nfr
.
(Na ordem, os sinais representam os sons an, nr e nfr) .

A escrita egípcia não representava vogais, apenas consoantes e semivogais. A partir do período ptolemaico, alguns sinais foram adaptados para representar vogais dos nomes dos governantes estrangeiros (como Cleópatra e Ptolomeu, que eram nomes gregos).
Já a pronúncia fonética era outro assunto a parte, sendo quase que praticamente desconhecida nos tempos de hoje.
Aqui nesta imagem podemos ter uma idéia e ver como era a pronuncia fonematica e em seguida o nome em grego. O que muitos não sabem é que o nome traduzido originalmente é um fonema um tanto esquisito de se pronunciar.

Desde já podemos notar a diferença da tradução fonetica para o grego, um tanto complicado de se pronunciar mas com um pouco de treino logo se aprende.


A lista acima é dos nomes dos principais deuses do antigo egito

Para saber seu nome em hieróglifo clique AQUI

Isso é tudo por hoje pessoal! Antes de escrever, aprender!

Fonte: Wikipedia, Google e Paul